
A reportagem do Canal HP procurou respostas nesta terça-feira (31) para o motivo da constante falta de água no distrito de Santa Luzia da Alvorada, após dezenas de moradores relatarem a dificuldade que estão passando.

O problema de abastecimento no distrito parece inesgotável, visto que se arrasta por pelo menos quatro anos, e, quanto mais o tempo passa, a situação vai ficando pior, chegando a escassez. “Não é de hoje que isso está acontecendo aqui no distrito. Mas está cada vez pior. Tem dia que ficamos sem uma gota de água o dia inteiro”, relata uma moradora que pediu para não ser identificada.
Em contato com o prefeito Fábio Hidek Miura, ele destacou que a prefeitura está acompanhando de perto a situação de falta de água registrada no distrito de Santa Luzia da Alvorada, e que medidas já estão sendo tomadas.
Diante das reclamações da comunidade, o prefeito explicou que o problema já está sendo investigado em conjunto com a Sanepar e que uma força-tarefa será realizada para identificar as causas.
Segundo Hidek, uma das suspeitas iniciais é a existência de vazamentos na rede. “Nós procuramos entender o motivo e, a princípio, pode ser vazamento. Já fizemos levantamentos e a Sanepar estará com equipe no distrito para verificar toda a rede e identificar possíveis problemas”, disse.
Ainda conforme o gestor, testes realizados indicaram que a bomba responsável pelo abastecimento possui capacidade suficiente para atender a população. No entanto, outros fatores vêm comprometendo o fornecimento, como o tamanho reduzido do reservatório e o consumo descontrolado em algumas situações. “Hoje, um dos problemas identificados é que a caixa d’água do distrito é pequena. O ideal seria um reservatório de cerca de 75 mil litros para suportar os horários de maior consumo”, explicou o prefeito.
Medidas emergenciais e ações previstas
Entre as medidas anunciadas, a Prefeitura pretende encaminhar à Câmara Municipal um projeto de lei em regime de urgência para a distribuição gratuita de caixas d’água às famílias de baixa renda que ainda não possuem reservatórios em suas residências.
Além disso, a Sanepar deve formalizar um convênio com o município para implantação de hidrômetros, melhoria da rede e envio de novos equipamentos, como bombas e estruturas de distribuição.
Outra ação imediata será a realização de um mutirão técnico para identificar vazamentos e possíveis irregularidades no uso da água. “Não é um problema simples, mas a Prefeitura está se empenhando para resolver. Precisamos também da colaboração da população para evitar desperdícios e ajudar na identificação de irregularidades”, afirmou Miura.

Nos dias 7 e 8 de abril, equipes da assistência social estarão no distrito para realizar o cadastro das famílias que necessitam de caixas d’água, etapa considerada essencial para o início da distribuição.
Após a execução das primeiras ações, a Prefeitura também pretende promover uma audiência pública com os moradores para discutir o futuro do sistema de abastecimento, incluindo a possibilidade de cobrança pelo uso da água, visando maior controle e redução de desperdícios. “Hoje é fornecido de graça, mas tem gente que consome sem responsabilidade por isso. Precisamos ouvir a população para que ela decida o futuro do abastecimento para não continuar sofrendo”.
A reportagem continuará acompanhando a situação e se coloca à disposição da comunidade para novas cobranças ao poder público.