Moradores do bairro Pachulski, em Jardim Alegre, estão reclamando da queima recorrente de lixo e outros materiais nas proximidades do lago municipal. Segundo relatos encaminhados ao Canal HP, a fumaça tem causado transtornos, prejudicando o lazer e gerando preocupação principalmente com a saúde das pessoas que vivem na região.

Uma moradora que reside nas proximidades do lago afirma que o problema acontece com frequência e se intensifica nos períodos em que o tempo melhora após dias de chuva. Conforme ela, quando aparece o sol, algumas pessoas aproveitam para realizar queimadas nos quintais, provocando grande quantidade de fumaça e cinzas. “O lago era para ser um ponto turístico, onde as pessoas vêm para passear e se divertir, mas não tem condições porque fica uma fumaça horrível”, relatou.
Segundo a moradora, no domingo (27), a situação teria ficado ainda mais complicada. Ela afirma que uma queimada produziu grande quantidade de fumaça e deixou cinzas espalhadas pela região.
Além do incômodo, a preocupação maior é com a saúde. A denunciante possui uma criança pequena e relata que a menina começou a apresentar problemas respiratórios, que ela associa à exposição frequente à fumaça. A situação também estaria interferindo em atividades simples do cotidiano, como deixar roupas secando no quintal. “A gente não consegue passear, não consegue sair ao ar livre. Era fora do comum o tanto de fumaça que tinha”, afirmou.
A moradora conta que já entrou em contato com órgãos responsáveis, incluindo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, e recebeu a informação de que providências seriam tomadas. Outros moradores, segundo ela, também já teriam procurado os setores responsáveis anteriormente por causa do mesmo problema.

Ela destaca ainda que a intenção não é criar conflitos entre vizinhos, mas encontrar uma solução para uma situação que estaria afetando toda a vizinhança. “Por mais que a pessoa esteja queimando dentro do quintal dela, a partir do momento que a fumaça sai dali, já não é mais um problema só dela”, argumentou.
Os moradores pedem conscientização e fiscalização para evitar novas queimadas e preservar a região do lago, além de reduzir os impactos da fumaça sobre a saúde e o bem-estar da comunidade.